domingo, 27 de maio de 2012

Importância do período de recuperação depois do exercício

O corpo humano necessita de atividade física assim como necessita de descanso para que haja um perfeito funcionamento de suas funções vitais no decorrer dos anos de vida de cada indivíduo. Ou seja, é necessário que haja um equilíbrio entre desgaste e reposição para boa manutenção do estado físico e funcional do corpo. Assim sendo, vamos analisar a importância do descanso após a atividade física no que diz respeito ao corpo, em sua forma estrutural e fisiológica.

Quando o corpo realiza qualquer função - seja física, fisiológica, ou mental – há um gasto energético para que isto ocorra. Ou seja, o nosso corpo utiliza um combustível chamado ATP (adenosina trifosfato) para qualquer ação que ele realiza. Esse gasto energético ocorre pela utilização da energia livre de um fosfato inorgânico liberado pela quebra do ATP, que posteriormente passa a se chamar ADP (adenosina difosfato), pois o ATP perde um fosfato, então para que esse ADP se restaure a forme outro ATP é necessário que o corpo humano disponha de substratos energéticos (fontes alimentícias) e repouso.

Os substratos energéticos são provenientes dos alimentos, ou dos suplementos, e são eles os carboidratos (glicose), as proteínas (aminoácidos) e os lipídeos ou gorduras (ácidos graxos) - os substratos provenientes dos suplementos são absorvidos em menor tempo e com maior facilidade pelo nosso organismo.

Numa escala gradativa de utilização de substratos energéticos pelo corpo humano, primeiro se utiliza o ATP (duração aproximada de 3 a 6 segundos), depois a fosfocreatina (que é responsável pela resíntese (reconstrução) do ATP, e tem duração de 10 a 15 segundos aproximadamente), depois o organismo solicita a utilização das reservas de glicose, principalmente a hepática (armazenada no fígado) e sanguínea, e glicogênio muscular (armazenado nos músculos). A energia proveniente da glicose, resintetiza o ATP permitindo prolongar o exercício físico por alguns minutos, levando em consideração que quanto mais intensa for à atividade menor será o tempo de duração da mesma, pois o corpo entrará em fadiga.

Acabando essas reservas energéticas e o corpo estando ainda em atividade, e havendo um equilíbrio entre o consumo e o gasto de oxigênio, o organismo começa a utilizar-se de gordura, mais precisamente triglicerídeos, para prolongar a atividade física por mais tempo; caso não haja o equilíbrio entre o gasto e consumo de oxigênio, o corpo entra em fadiga e ocorre a interrupção do exercício.

Deve-se levar em consideração que o organismo tem duas fases distintas: o catabolismo (que é o consumo (gasto) de energia) e o anabolismo (que é a síntese (estoque) de energia), e quando estamos realizando uma atividade de qualquer natureza o evento que ocorre é o catabolismo, e quando estamos em repouso, no momento de descanso, ou durante o sono, o evento que ocorre é o anabolismo. (Veja o artigo Anabolismo x Catabolismo)

Então, quando utilizamos estas informações para uma melhor performance no treinamento, podemos chegar à conclusão que o descanso, ou repouso, é tão importante quanto o treinamento. Dito isto pelo fato de que enquanto treinamos não estamos ganhando nada, na verdade estamos perdendo, estamos catabolizando energia, destruindo nossas fibras musculares, gastando nossas reservas energéticas, estamos gerando estresse muscular para durante o repouso, ou período de recuperação, termos o momento do anabolismo, de recuperação dos substratos energéticos gastos durante a atividade física, e a reconstrução das fibras musculares lesionadas.

A fase de anabolismo é melhor aproveitada pelo organismo se houver uma dieta de supercompensação, ou seja, ao termino da atividade física até quatro horas após, deve-se ingerir carboidrato (ou hipercalórico) e proteína (ou aminoácido), que são respectivamente responsáveis pela restauração das reservas de ATP e reconstituição das fibras musculares.

O período de recuperação existe durante o treinamento diário, ou seja, entre as séries de um mesmo exercício e entre diferentes exercícios contidos em nosso programa de treinamento. Assim como também ocorre entre os diferentes dias de treinamento, onde podemos ter um período de recuperação de 24, 48, ou 72 horas, dependendo do tipo de treinamento prescrito para cada indivíduo. Porém quem deve determinar este período é o professor de musculação, que é o profissional de educação física com conhecimentos de musculação, treinamento desportivo, fisiologia e outras áreas estudas no período de graduação deste profissional.

A freqüência do treino depende da divisão da rotina de treinamento. Para iniciantes, três sessões semanais trabalhando o corpo inteiro geralmente são o mais indicado; sessões separadas por um intervalo de 48 horas parecem ser adequadas para uma boa recuperação. Sistemas de treinamento de três ou mais dias consecutivos, seguidos por um dia de descanso, são característicos de fisiculturistas, ou praticantes veteranos que estão próximos ao ápice de desenvolvimento da hipertrofia muscular.

Segundo Tesch (1994), realizar duas sessões de treinamento para cada grupo muscular (por semana) é suficiente para induzir uma resposta adaptativa ótima para hipertrofia muscular.

No entanto, quando o número de sessões aumenta, é necessário um planejamento mais detalhado para que haja uma recuperação adequada, dividindo assim os músculos a serem trabalhados em dias diferentes. Para treinos intensos, muitos praticantes adotam intervalos superiores a 48 horas para cada grupo muscular, porém a resposta individual nesse caso é o que mais importa.

Uma das variáveis mais negligenciadas durante o planejamento do treino é o tempo de descanso entre as séries e os exercícios. Os intervalos nem sempre são respeitados, principalmente em academias, onde muitas vezes a conversa demasiada ou a pressa de ir embora faz com que essa variável seja desprezada. Entretanto, temos que nos atentar a esse importante item, pois ele pode ter um papel decisivo em relação ao objetivo do praticante.

Para que se possa atingir o objetivo de forma plena, é necessário que haja o respeito dos intervalos, pois eles proporcionarão a faixa média ideal de recuperação para cada objetivo.

Segundo McArdle (et al), para treinar o sistema de energia glicolítico a curto prazo (sistema prioritário utilizado no treinamento de força e hipertrofia), o intervalo de recuperação é o dobro do intervalo de trabalho, ou uma relação de 1 para 2. Essas relações específicas de trabalho e recuperação para treinamento anaeróbico permitem supostamente uma restauração suficiente dos fosfatos intramusculares (ATP) e/ou a remoção suficiente do ácido láctico (resíduo químico derivado da quebra do ATP na ausência de oxigênio), de forma a permitir que a próxima sessão de exercício possa prosseguir sem qualquer fadiga ou com fadiga mínima.

Diminuir o intervalo entre as séries e os exercícios também é uma forma de intensificar o treino, pois fazendo essa manobra há redução no tempo de recuperação, tornando o treino mais cansativo. Com a diminuição do intervalo entre as séries, o que pode ser modificado são as repetições máximas, visto que com o maior intervalo é possível utilizar mais peso, pois o tempo de recuperação acaba sendo maior. Já com o intervalo menor, os pesos são menores, porém o treino se torna mais intenso metabolicamente e a concentração de lactato pode ser maior, criando um ambiente mais propício para um treino de hipertrofia.

Abaixo vemos uma recomendação do período de recuperação semanal, e entre séries e exercícios durante um programa de treinamento:

- Força – freqüência semanal: 2 – 3 dias para o mesmo grupo muscular (*depende do grau de treinabilidade do praticante, da intensidade e do volume de treinamento); intervalo entre as sessões é de 48 a 72 horas em média; intervalo entre as séries e os exercícios deve ser igual ou maior que 3 minutos.

- Hipertrofia – freqüência semanal: 1-3 dias para o mesmo grupo (*depende do grau de treinabilidade do praticante, da intensidade e do volume de treinamento); intervalo entre as sessões é de 48 a 72 horas em média; intervalo entre as séries e os exercícios deve ser igual ou menor que 1,5 minuto.

- RML - freqüência semanal: maior que 3 dias para o mesmo grupo muscular (*depende do grau de treinabilidade do praticante, da intensidade e do volume de treinamento); intervalo entre as sessões é de 24 a 48 horas em média; intervalo entre as séries e os exercícios deve de 30 segundos a 2 minutos (caso for acima de 30 repetições).


- Potência - freqüência semanal: 2 dias para o mesmo grupo muscular (*depende do grau de treinabilidade do praticante, da intensidade e do volume de treinamento); intervalo entre as sessões é de 48 a 96 horas em média; intervalo entre as séries e os exercícios deve ser maior que 3 minutos.

Com o treinamento regular intenso e prolongado, sem um período de recuperação adequado, certos praticantes experimentam a síndrome de supertreinamento (overtraining), ou “fadiga”. Como resultado, fica deteriorada a realização do exercício normal. Pois o indivíduo apresenta uma dificuldade cada vez maior de recuperar-se após uma sessão de treino.

A condição de supertreinamento é mais que uma simples incapacidade temporária de treinar com a intensidade habitual ou de um ligeira queda no nível de desempenho durante o treinamento; pelo contrário, envolve uma fadiga mais crônica evidenciada tanto durante as sessões de exercícios quanto nos períodos subseqüentes de recuperação. Está associado também com um desempenho sistematicamente precário na realização dos exercícios, infecções freqüentes e um mal estar geral e falta de interesse no treinamento de alto nível. As lesões por uso excessivo também são mais freqüentes no estado de supertreinamento, assim como insônia, perda de peso, estado de humor perturbado, caracterizado por fadiga geral, depressão e irritabilidade.

Segundo Wilmore, apesar das causas da quebra no desempenho não serem totalmente compreendidas, o supertreinamento freqüentemente parece estar associado aos períodos de excesso de treinamento. Quando a carga de treino é muito intensa ou o volume de treinamento ultrapassa a capacidade do corpo de recuperação e de adaptação, o organismo apresenta mais catabolismo (degradação) do que anabolismo (acúmulo).

McArdle e colaboradores citam que a periodização apropriada do treinamento contribui de maneira significativa para prevenir a síndrome de supertreinamento. Mais especificamente, professores e praticantes terão que proporcionar uma recuperação adequada durante os ciclos de treinamento mais intenso. Salienta ainda que a nutrição torna-se particularmente importante durante o treinamento árduo, devendo ser enfatizado especialmente o reabastecimento de glicogênio (tempo de recuperação suficiente com a suplementação de carboidratos dietéticos) e a reidratação.

Como conclusão deste estudo, vimos que o período de recuperação é essencial para recuperação das reservas de substratos energéticos e das taxas de oxigênio, prevenção de lesões e otimização do treinamento de alto rendimento.


Referências Bibliográficas:


McArdle, W. D.; Katch, F. I.; Katch, V. L. FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO. Energia, Nutrição e Desempenho Humano. 4.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A., 1998.
Pollock, M. L. E Wilmore, J. H. EXERCÍCIOS NA SAÚDE E NA DOENÇA, Avaliação e prescrição para prevenção e reabilitação. 2. ed. Rio de Janeiro: Ed. Médica e Científica Ltda., 1993.
Rodrigues, Carlos Eduardo Cossenza, e Carnaval, Paulo Eduardo. MUSCULAÇÃO: teoria e prática. 21. ed. - Rio de Janeiro: Sprint, 1985.

Tesch, P. A. Training for bodybuilding. Strength and power in sport. P.V. Komi (Ed.) Oxford: blackwell Science, 1994.

Uchida, M.C. et al. Manual de musculação: uma abordagem teórico-prática do treinamento de força. 2.ed. – São Paulo:Phorte 2004.
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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Chips de Batata-Doce

As batatas chips assadas no forno e feitas com batata-doce são petiscos práticos e muito energéticos, excelentes para consumo antes do treino

Ingredientes

3 batatas-doces
4 limas- ralar a casca
1 colher de chá de sal
spray de oléo para untar

Preparo

Pré aqueça o forno a 200 graus por 10 minutos.
Corte as batatas em fatias.
Unte a assadeira com o spray de óleo e forre com a batata e borrife novamente com o spray de óleo.
Jogue por cima sal e casca da lima ralada.
Asse por 30 minutos , virando as fatias das batatas-doces de lado nos primeiros 15 minutos.
Retire do forno e coloque o suco das lima.

Nutrientes na porção Total

Calorias 610
Carboidratos 120 gramas
gorduras 10 gramas
proteínas 10 gramas

Rende 4 porções.


Por Luis Meirelles
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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Carboidratos processados e açúcares refinados podem agredir mais o coração do que as gorduras saturadas

Estudos sugerem que os carboidratos processados e açúcares refinados como os encontrados em alguns cereais, pães, massas e biscoitos, os quais muitos americanos comem hoje em dia no lugar das gorduras saturadas, podem aumentar o risco de obesidade, diabetes mellitus e de doenças cardíacas mais do que a ingestão de gorduras saturadas.

Este achado que tem implicações sérias para os novos guias alimentares aguardados para este ano nos Estados Unidos.

Em março, o American Journal of Clinical Nutrition publicou uma meta-análise, ou seja, a análise dos resultados de um conjunto de estudos, que relacionou os hábitos alimentares de aproximadamente 350 mil pessoas e o risco de desenvolver doenças cardiovasculares durante um período de 5 a 23 anos.Os pequisadores não encontraram associações entre a quantidade de gorduras saturadas consumidas e o risco de doenças cardiovasculares.

Um outro estudo, publicado na conceituada revista New England Journal of Medicine, que acompanhou 322 obesos por dois anos quando eles adotaram uma das três dietas: dieta de baixo consumo de gorduras - dieta de restrição calórica baseada no guia alimentar da American Heart Association; dieta Mediterrânea - dieta de restrição calórica rica em vegetais e pobre em carnes vermelhas; dieta com baixo consumo de carboidratos, sem restrição calórica. Embora os que fizeram a dieta com baixo consumo de carboidratos tenham comido mais gorduras saturadas, eles terminaram o estudo com os níveis mais saudáveis de HDL e LDL colesterol, colesterol "bom" e "ruim", respectivamente.Além disso, perderam duas vezes mais peso do que os que ingeriram pouca gordura saturada.

Os pesquisadores não estão preconizando que as pessoas devem começar a ingerir gorduras saturadas encontradas em produtos de origem animal e em alguns óleos vegetais (leite integral, creme de leite, nata, manteiga, queijos feitos com leite integral, gema do ovo, carnes em geral, embutidos e azeite de dendê) em qualquer quantidade. O que está sendo mostrado é que as gorduras saturadas podem ser neutras, comparadas aos efeitos dos carboidratos processados e açúcares refinados. Substituir gorduras saturadas por carboidratos de alto índice glicêmico, ou seja, que podem aumentar significativamente as taxas de açúcar no sangue, pode não só não trazer benefícios, como, pelo contrário, causar danos ao organismo.

Fonte: portaldocoração.com.br - Scientific American.
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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Uma perspectiva feminina ao treinamento de alta intensidade

Por que será que as mulheres estão tão pouco dispostas serem legais consigo mesmas?

Como uma personal trainer no sistema de alta intensidade, eu sou confrontada com as culpas e dúvidas de muitas mulheres que simplesmente sentem-se mal quando elas não passam pelo menos cinco horas na academia a cada semana. Por quê? Meu nome é Sarah Williams e eu sou uma instrutora de aeróbica em fase de recuperação. Eu digo recuperação, porque eu também sofro os golpes da culpa toda vez que 0,5 kg a 1 kg rastejam sobre minha balança de banheiro. Não importa o fato que eu tenha conseguido passar uma semana de férias com o meu marido. Não importa o quanto nós curtimos um ao outro. Por Deus, eu tenho um peso ideal, e eu nunca deveria me permitir excede-lo. Isto soa familiar? A aculturação das mulheres na nossa sociedade, conduziu muitas de nós a uma auto-imagem horrivelmente distorcida. Nós acreditamos, enquanto mulheres, que nós temos que fazer por merecer os prazeres e que não se pode desfrutar de algo a menos que você realmente pague por isso. Por exemplo, essas aulas de aeróbica com conselhos atraentes para antes dos feriados, do tipo: "Mexa Seus Pés Antes da Comilança" (Move Your Feet Before You Eat). Nós simplesmente não conseguimos vislumbrar adiante uma tarde com os entes queridos em um grande banquete. Não, primeiro nós temos que pagar por isso. Isto pode parecer um exagero, mas no meu caso, eu tenho inflamações nos tornozelos, joelhos que incomodam, fasciite plantar, e dor lombar como testemunhas da minha escalada rumo à feminilidade.


Tal como muitas mulheres, eu descobri o treinamento resistido de alta intensidade na técnica SuperSlow™, na edição de agosto da revista Voge. Depois de 12 anos como instrutora de aeróbica, numa média de cinco vezes por semana, eu continuava com 7 kg de sobrepeso. Antes de ler o artigo, eu tinha tentado de tudo para perder estes 7 kg. Eu passei fome, eu comecei a correr 5 km por dia, eu estava usando o StairMaster™, tudo isso, mais as aulas de aeróbica. Logo meus joelhos e pés começaram a doer a cada passo. Minha freqüência cardíaca em repouso era de 55 bpm, eu podia correr mais que muitos homens que eu conheço, mas ainda tinha esses ameaçadores 7 kg. Eu me lembro de durante minhas aulas de aeróbica, olhar para as minhas alunas e ver pessoas mais magras e mais jovens que me olhavam como se dissessem, "Ela é a instrutora?" E embora eu desse uma excelente aula, e todo mundo sempre adorasse, eu sabia que eu estava errando em alguma coisa. Ler aquele artigo foi como um epifanía. Pela primeira vez, tudo fez sentido. No curso de certificação em instrutora de aeróbica, algumas informações superficiais sobre os exercícios com pesos foram ministradas, mas apenas como uma complementação. Eu nunca tinha ouvido ou tinha lido a sério sobre o treinamento com pesos. Aqui repousam as mentiras e a fraude da indústria da aeróbica. Você alguma vez viu uma aula de aeróbica pela televisão? O que foi que você viu?


Pessoas jovens, fisicamente ativas, cheias de ritmo, em forma e se esforçando para ficar ainda mais em forma, e adorando fazer aquilo! Mas, para quem tais aulas de aeróbica são projetadas? Quem provavelmente são as pessoas instruídas pelos médicos para aumentar os níveis de atividades aeróbicas? A jovem radiante em sua malha de ginástica? Não! A verdade é que, em sua maior parte, o nosso modelo de mulher ideal em termos de forma física é irreal. Elas normalmente são mulheres jovens que ainda não estão experimentando as mudanças físicas e metabólicas que surgem com o tempo. Elas são naturalmente predispostas aos movimentos rítmicos e são cinestesicamente talentosas. Elas fazem tudo parecer tão fácil! A parte fraudulenta é que, nós sofremos lavagem cerebral para acreditar que qualquer uma poderá se parecer e poderá executar os mesmos movimentos, do mesmo modo. E eu acreditava nisso.

Eu comecei a dar aulas de aeróbica durante a era de ouro dessa ginástica, em 1985. Eu tinha dezessete anos.


Quando eu olho para trás em direção a isso, eu não consigo acreditar que eu não esteja ainda mais lesionada. Todo aquele impacto repetitivo, cinco a sete vezes por semana. O que será que houve com todas aquelas maravilhosas instrutoras de aeróbica da T.V., sorridentes e com bochechas rosadas? Elas envelheceram. Aos vinte, eu estava na faculdade e ainda ensinando aeróbica, mas eu tinha começado a ganhar peso. Pouco a pouco, eu ganhei peso continuamente durante o período de 10 anos que se seguiu. Meu metabolismo tinha mudado. Era natural que isso supostamente ocorresse. E eu, é claro, pensando a meu próprio respeito como um fracasso completo. Após a leitura do artigo na Vogue, eu comecei a procurar por perto de onde eu morava, uma academia que trabalhasse com o sistema Super Slow, e me surpreendi por encontrar duas. Eu comecei a treinar com meu próprio personal trainer e depois de 6 semanas de treinamento de alta intensidade, eu finalmente perdi aqueles 7 kg. Eu parei de dar aulas de aeróbica depois que eu obtive minha certificação em Super Slow. Eu também li o livro do Dr. Barry Sears sobre a The Zone Diet™, e honestamente eu sigo a Zone Diet em aproximadamente 85% do tempo. Eu nunca tive nenhuma dificuldade em manter fora o peso que eu perdi, e continuo progredindo no meu próprio treinamento. Mas este artigo não é sobre a perda de peso ´per se´.


Isto é sobre o direcionamento confuso e o enfoque distorcido que todos nós temos sobre o universo fitness. Agora eu sei sobre o que estar em forma realmente diz respeito. Isto é sobre viver uma vida mais longa, livre de enfermidades debilitantes. Uma vida onde eu possa passear de bicicleta ou a pé, agachar-me para afagar o meu cachorro, e não ter que me preocupar sobre como eu me sentirei no dia seguinte. O Treinamento de Alta Intensidade tornou isto possível para mim. Eu treino duas vezes por semana durante vinte minutos. Eu tenho um grupo de 30 clientes, homens e mulheres que fazem o mesmo. O local onde eu desempenho o meu trabalho é uma academia que ainda se pode chamar de tradicional, muitas pessoas olham para o que meus clientes e eu fazemos como algo controverso. Porém, todos os meus clientes mostraram melhorias notáveis em força e composição corporal nos cinco meses que eu os tenho treinado. Você não pode argumentar contra resultados visíveis. Agora mesmo, eu calculo uma média aproximada de três novos clientes a cada semana. Eles normalmente são mulheres que, como eu, foram tão enganadas pela indústria do fitness que eles estão ávidos para explorar novos caminhos. A maravilha sobre o treinamento de alta intensidade é tão real para elas como isto foi para mim.


A minha esperança é que esta mensagem localize outras mulheres que estão descobrindo os benefícios e desafios do treinamento de alta intensidade. O palco do treinamento com pesos tem estado ocupado por homens por muito tempo, e eu sinto que todas as mulheres que agora estão entrando neste campo, precisam de representação, e uma oportunidade para compartilhar suas preocupações com outras mulheres. Sob o risco de soar como uma "pregadora" eu acredito que nós somos as donas dos nossos destinos. As mulheres como um todo tem que recusar a aceitação geral da ditadura da jovem e magra, com medidas 90 - 60 - 90, da indústria do fitness. Não que haja algo errado sobre ser jovem ou magra, mas porque um enfoque meramente cosmético deprecia o verdadeiro valor da boa aptidão física. Pior, esta mentalidade superficial degrada e gradualmente convence as mulheres de que o valor pessoal de cada uma delas repousa completamente numa aparência cosmética.


Como mulheres, nós somos o apoio e a ternura em nossas famílias. Estereótipos aparte, isto simplesmente é um fato, e nós freqüentemente fazemos apenas isto. Imagine quanto mais valiosas seriam as cinco horas gastadas na sala de aeróbica, caso fosses aproveitadas com nossos esposos e nossas crianças.
O Treinamento de Alta Intensidade é o caminho do futuro, não porque seja novo, mas porque faz sentido. Usa métodos sadios para alcançar resultados reais, de uma maneira oportuna. Porém, distinto de outros aspectos da indústria do fitness, o treinamento de alta intensidade não oferece nenhuma cura milagrosa. Não há nenhuma pílula a ser tomada, ou roupa especial a ser usada para derreter gordura.


O Treinamento de Alta Intensidade é sobre trabalho duro. É sobre suportar curtos períodos de dificuldade intensa, marcados por períodos mais longos de descanso. Greg Anderson, um treinador em Super Slow, me falou uma vez; "As pessoas gastarão milhões de dólares por uma mentira convincente, mas eles não gastarão cinco dólares por uma verdade". Isto me preocupa sobre o treinamento de alta intensidade, especialmente aqui na Califórnia onde a indústria da aeróbica tem uma influência tão poderosa. Eu me preocupo que a mera simplicidade que o treinamento de alta intensidade oferece, não seja sedutora o bastante.


Eu sei que meus clientes vêem resultados, e é assim com todo mundo. Minha esperança é que os resultados se venderão por si mesmos. E os clientes que mais são gratos pelos resultados que eles vêem, são as mulheres. Eu acredito que enquanto mulheres, nós podemos aplicar uma alavancagem significativa em um esforço para promover o treinamento de alta intensidade. Para finalizar, meu desejo para todo mundo seria que fossem estabelecidas metas de aptidão física para a vida toda, que efetuariam mudanças positivas para a saúde e visão do futuro. Eu acredito que o treinamento de alta intensidade é o modo mais eficiente para realizar essas metas.
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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Benefícios da taurina

Estudos recentes monstram funções importantes deste aminoácido no organismo, como o aumento da fluidez do sangue. A maior fluidez da corrente circulatória e, consequentemente, um maior transporte de oxigênio e de elementos nutritivos pode trazer resultados positivos durante a prática esportiva.

A taurina é um aminoácido (aminoácidos são substâncias que formam as proteínas dos alimentos), que pode ser tanto produzida pelo organismo humano (no fígado e no cérebro) como obtida pela alimentação (bebidas energéticas, leite, queijo, frutos do mar, carne vermelha, peixes, carne escura de frango e peru e alimentos vegetais como nozes e feijão (mas a concentração nestes alimentos é muito pequena quando comparada a produtos animais).

Até há pouco tempo julgava-se que a taurina não tinha qualquer atividade no corpo humano, mas a sua presença, em altas quantidades no fígado e no cérebro, chamou a atenção dos pesquisadores, dando origem a uma série de estudos, que revelaram importantíssimas propriedades deste aminoácido.

Dentre outras funções, as pesquisas revelaram que a suplementação com taurina pode proporcionar benefícios interessantes no coração, aumentando a fluidez do sangue e a sua capacidade de dissolver as substâncias orgânicas nele contidas, evitando as temíveis aglutinações, causa predominante das tromboses e dos infartos. Além disso, a maior fluidez da corrente circulatória e, consequentemente, um maior transporte de oxigênio e de elementos nutritivos pode trazer resultados positivos durante a prática esportiva.

A população japonesa e do mar mediterrâneo usufruem dos maiores índices de longevidade do mundo com menor mortalidade por doenças cardíacas. Este fato, foi atribuído a grande ingestão, por estas populações, de taurina proveniente de frutos do mar (4 a 5 vezes/semana).
(continua)

Segundo alguns estudos, para obtenção dos benefícios cardíacos acima propostos são necessárias de 2-3g/dia de taurina.

A taurina, ou ácido beta aminosulfônico, é um composto final do metabolismo dos aminoácidos sulfurados (metionina e cisteína) e sua síntese, a partir destes aminoácidos, ocorre através de uma sequência de reações enzimáticas de oxidação e transulfuração que requerem a participação da vitamina B6 como co-fator.

- BENEFÍCIOS
- Tem ação osmorregulatória;
- Auxilia no desenvolvimento do sistema nervoso e neuromodulação;
- Ação antioxidante, combatendo os radicais livres que danificam as membranas celulares;
- Ação desintoxicante, facilitando a excreção de substâncias pelo fígado que não são mais importantes ao corpo;
- Fortalece e aumenta a força das contrações cardíacas e protege as células do coração;
- Diminui a pressão sanguínea de pacientes hipertensos;
- Estabiliza os níveis de colesterol no sangue;
- Pode beneficiar pacientes com doença hepática, como a hepatite aguda;
- Auxilia na estabilização das células da retina, protegendo as células fotoreceptoras da retina e regulando a pressão osmótica do olho;
- Age como modulador do crescimento, prevenindo retardo de crescimento infantil;
- É essencial para o normal desenvolvimento de recém-nascidos, e por esse motivo, é adicionada à fórmulas infantis comerciais.

Não há estudos que relatam toxicicidade proveniente da ingestão da taurina.



ADAPTADO DE Tatyana Dall'Agnol, nutricionista e especialista em Nutrição Clínica (UNIFESP/EPM), em Nutrição para o Fitness e Alto Rendimento (UNIFOA/RJ) e mestre em Atividade Física e Saúde

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
- Huxtable, R.J. Physiological Actions of Taurine. Physiological Reviews, 72 (1): 101-163, 1992.
- Lajolo, F.M & Tirapegui, J. Proteía e Aminoácidos. In: Ciências Nutricionais. JE Dutra de Oiveira & JS Marchini, eds. SÃo Paulo: Sarvier, 1998. p. 41-69
- Newsholme, E.A & Leech, A.R. Biochemistry for the medical sciences. Chichester: John Wiley & Sons, 1983. 952p.
- Laidlaw, S.A., Grosvenor, M., Kopple, J.D. The taurine content of common foodstuffs. J.Parenteral Enteral Nutr. 14: 183-188, 1990.
- Huxtable, R.J. From heart to hypothesis: a mechanism for the calcium modulatoruy actions of taurine. Adv. Exp. Biol. Med, 217: 371-387, 1987
- Pasantes- Morales, H.; Quesada, Q.; Alcocer, L.; Olea, R.S. Taurine content in foods. Nutr. Report Intern, 40: 793-801, 1989.
- Sarwar, G.; Botting, H.; Davis, T.; Darling, P.; Pencharz, P. (1998). -Free amino acids in milks of human subjects, other primates and non-primates. Br. J. Nutr. 79(2): 129-131.
- Gaull, G. Taurine in pediatric nutrition: Review and update. Pediatrics, 83: 433-442. 1989.
- Sturman, J. A.; Chesney, R.W. Taurine in pediatric nutrition. Pediatric Nutrition, 42: 879-897, 1995.
- Huxtable, R.J. Biochemistry of Sulfur. P.121. Plenum, New York, 1986.
- Sturman, J. A. Taurine in development. Phys. Rev, 73: 119- 147, 1993 (Retirado de http://www.ativo.com/Canais/Pages/Benef%C3%ADciosdaTaurinanoorganismo.aspx)

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